Economistas afirmam que o natal 2010, será o melhor de todos os tempos | Natal 2010: Oportunidades e riscos


Caro Empreendedor,

Estudo recente da prestigiosa consultoria econômica MB Associados indica que o Natal 2010 poderá ser o melhor de todos os tempos, com o consumo das famílias atingindo R$ 98 bilhões, ou R$ 5,2 bilhões a mais do que em 2009.

Isto deverá significar bons negócios em todos os setores, com destaque para quem atua no varejo. E como as vendas do varejo geram produção de bens e isto arrasta encomendas de mais máquinas, equipamentos e serviços, este Natal deverá ser bom para todo mundo.


No entanto, assim como o dia mais ensolarado é sempre seguido da noite escura, oportunidades de negócios, em especial quando a economia está aquecida, são acompanhadas de riscos.

Isto não significa que você deva evitar negócios, mas deve ficar alerta para maus negócios. Alguns pontos de atenção:
  • Risco de crédito geral: quando se vende mais, é normal que se venda mais a prazo também. E isto significa aumento do risco que a sua empresa crédito corre. Quando a economia está aquecida e o otimismo está em alta, tendemos a esquecer que se a economia esfriar a nossa carteira de recebíveis estará cheia e o impacto negativo será bem maior.
O conselho: não se iluda com o otimismo generalizado, não entre no ôba-ôba e não seja mais liberal do que costume com a sua política de crédito.
  • Risco de crédito específico: quase todo negócio tem um pico de vendas no Natal. Neste ano, por conta desta expectativa, este pico tende a ser mais pronunciado. É aqui que surge o perigo: empresários aproveitadores e/ou amadores podem colocar pedidos muito grandes na sua empresa, aumentando sobremaneira o seu risco de crédito.
O conselho: pedidos de compra fora do padrão (muito maiores e solicitando prazos muito longos) são armas convencionais de caloteiros. Não os aceite de clientes que não sejam tradicionais ou que não pareçam sólidos. Na dúvida, faça um teste: embuta 5% no preço para cada 30 dias de prazo solicitado. Se o cliente aceitar, negue a venda.
  • Risco de refinanciamento: crescimento de vendas tende a significar maior necessidade de capital de giro e, por tabela, maior endividamento bancário. Isso é bom se você vender os seus produtos conforme previsto, mas poderá lhe ser fatal se as vendas não acontecerem.
O Conselho: de preferência, procure obter mais prazo dos seus fornecedores. E procure tomar crédito bancário mais longo do que o prazo de conversão de caixa (desova de estoques + prazo de recebimentos). Isto lhe dará algum tempo para fazer promoções pós-Natal.

Empreender é ser otimista por natureza. E só cresce e se desenvolve quem é arrojado – mas não se esqueça de que arrojo e risco andam juntos. Então o recado aqui é o seguinte: introduza uma pitada de atenção aos excessos que este Natal gordo pode induzir.

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