Estes últimos anos têm sido para as empresas e empresários do Brasil um ano de aprendizagem do empresariar numa economia estável.
Acostumadas à selvagem inflação que nos assolava há décadas as empresas e a população haviam desenvolvido mecanismos de proteção que, se não eram totalmente eficazes, pelo menos faziam com que a empresa sobrevivesse.
Os anos posteriores serão cada vez mais competitivos. A globalização se fará sentir ainda mais e a concorrência será mundial. Não estaremos mais competindo com nossas empresas da cidade, nem do Estado, nem do Brasil. Estaremos competindo globalmente. Sobreviverá a empresa que tiver competência, estrutura de custos, caixa forte e pessoal altamente qualificado para produzir com qualidade e prestar o melhor serviço aos clientes e além disso, reinventar o seu setor, surpreendendo o cliente com produtos e serviços fundamentalmente novos.
Infelizmente, estamos vendo que as empresas estão, em sua maioria, olhando para o próprio umbigo ou através de um espelho retrovisor. Poucas são as que estão construindo o seu futuro, pesquisando oportunidades.
Abaixo segue um video da novela Ti-Ti-Ti, onde Jacques Leclair expulsa uma cliente do ateliê por medo da concorrência, vale a pena assistir pois mostra a sensação do empresário que se sente perseguido pela concorrência.
Nas empresas lá fora, precisa-se saber tudo do inimigo mortal - posicionamento, segredos, análise de suas ações, do mercado, do seu desenvolvimento dos produtos, enfim, acompanho cada passo como se acompanhasse um bebê em crescimento. Conhecer o concorrente é tão fundamental como fazer um planejamento anual da empresa. E as empresas não fazem isso para copiar (o que infelizmente às vezes vejo muito por aí), mas para saber como agir, o porquê, quando, como, onde e o que desenvolver.
E sabe qual é pior!? E você irá concordar comigo, aqui no Brasil, procurando algo que não encontre, somos aconselhados a buscar o mesmo produto no concorrente pelos próprios funcionários!
Maturidade ou falta de experiência?
Creio que pode ser uma mistura dos dois. De um lado, temos um mercado interno farto, em expansão. Nossa generosidade brasilis extrapola a cordialidade que nosso país faz fama pelo mundo. Somos cordiais mesmo com nosso concorrente que vende o mesmo produto. Dividimos até nossos segredos, fornecedores, clientes, enfim, parece tudo da mesma empresa com caixas separados. Não sou contra, mas não estou habituada. Venho de um mercado rançoso, onde o que é meu é meu, o que é teu vou tentar conquistar.
Atitude esta, que pode até ser algo bacana no Brasil, mas me preocupa um pouco.
A concorrência externa que ainda não está presente em nosso país, não vai demorar a se instalar. O Brasil foi nomeado por muitas, até em manchetes, como o novo “Eldorado do Mundo”. Não preciso falar muito, basta olharmos para o lado e notaremos quantas empresas estrangeiras estão se instalando no Brasil...
Adaptar-se ao jeito brasileiro é bem mais fácil e atraente que adapatar-se aos chineses, indianos e russos... Até porque, na verdade, muitas vezes quem se adapta somos nós e nossa eterna generosidade brazilis. E ainda de quebra, o brasileiro adora consumir...
Posso garantir que eles não demorarão a fazer "cara de amigo bonzinho" até polidamente conquistarem o que querem e creio que ficarei muito surpresa se um dia eles indicarem a empresa da frente para um cliente na falta de um produto.
Comente, divulgue e mude!
Contribuição:
Luiz Marins | http://www.anthropos.com.br
Stella Pelissari | http://www.mundodomarketing.com.br
Quer um treinamento de Alta Performance para os seus colaboradores?
Conheça-nos. Motivação e Vendas - Treinamentos e Palestras
Luciano Rodrigues
(88) 8802 9866 | 9907 7961
MSN: contato@motivacaoevendas.com.br
Twitter: @_LucianoRSoares
Nenhum comentário:
Postar um comentário